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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Improvisão & Imitação

14 de Fevereiro de 2014

Como muita gente faltou a professora decidiu repetir o exercício da aula passada mas de forma mais misteriosa. 
Quando chegamos, quem tinha estado presente na aula anterior entrou dentro do estúdio e, quem tinha faltado ficou no lado de fora. Entrava uma pessoa de cada vez. Estando cá fora não sabíamos, nem conseguíamos ver nada do que se passava lá dentro e, as nossas colegas foram fantásticas em guardar segredo. Só ouvíamos músicas de diferentes estilos a tocar, o barulho dos passos das colegas que estavam dentro do estúdio e pouco mais. Não associamos a nada particular devido à diversidade das músicas, no entanto, desconfiávamos que se tratava de algo bastante abstracto. Imaginávamos as colegas a correr dentro do estúdio ou a andar lentamente - consoante as músicas que íamos ouvindo. 
Quando foi a minha vez de entrar deparei me com as minhas colegas junto à porta, paradas. Estranhei e estava à espera que algo começasse a acontecer. Nada. Olhei para um lado, olhei para o outro e, reparei que as minhas colegas faziam o mesmo movimento que eu. Ao início achei que elas também estavam à espera de algo tal e qual como eu mas depressa percebi que não se tratava disso... Tratava-se sim de imitação! As minhas colegas tinham a tarefa de me imitar. Ao aperceber-me disto foi bastante constrangedor porque ser o centro das atenções é sempre embaraçoso para mim sobretudo quando se tratava de improvisação. Depressa alinhei e confiei nos meus movimentos e mantive-me minha zona de conforto. 
E assim se sucedeu aquando da entradas das restantes colegas.
Sem dúvida que sermos nós a conduzir é bem mais difícil sobretudo quando se trata de improvisação  pura porque, não temos nada preparado e neste caso nem estávamos à espera. Quando somos nós a imitar, a parte engraçada é quando a colega entrava e ficava à espera de algo (aconteceu com todas) no entanto, quando reparavam que se tratava de imitação depressa arranjavam movimentos para fazer. Num geral foi visível que ficamos todas pelas nossas zonas de conforto, acho que seria bastante previsível.
Para dar continuidade ao tema da imitação juntamo-nos em formação de triângulo e o vértice começava o movimento seguindo a mesma ordem do exercício anterior. Movimentando-se enquanto os colegas tentavam reproduzir o movimento. O "líder" mudava quando a pessoa que estava a liderar fixava o olhar de outra. Essa nova pessoa tornar-se-ia o "líder" e fazia os seus movimentos para serem imitados pelos colegas. Os movimentos de chão é que eram os mais complicados porque a visibilidade era menor. Algumas vezes olhei para o espelho e quando eram movimentos mais repetidos o grupo estava em grande sintonia e, simples movimentos, tornavam-se bastante fortes por estarem a ser feitos ao mesmo tempo e em grupo.

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