terça-feira, 3 de junho de 2014
Trabalho Final - O caos
Esse sim foi o culminar das experiências passadas nas aulas de Oficina de Dança.
Acho que foi um trabalho bem conseguido em que conseguimos transmitir as ideias que tínhamos decidido originalmente e, no final, senti-me realizada com o produto que apresentamos.
Surgiram conflitos, mas tudo acabou por se resolver. As dificuldades que apresentamos no inicio ao escrever o guião foram desvanecendo e todo o projecto começou a ganhar a sua própria forma.
Foi crucial a filmagem de um dos ensaios pois só assim tivemos noção do que estava a ser passado ao público e foi muito importante para melhorar o projecto.
Acho que todos os elementos da turma tiveram um papel importante. Foi bom termos dividido as tarefas porque, acho que facilitou algum trabalho e evitou algumas discussões extra. As ideias sugeridas foram na maioria postas em prática e foram pertinentes ao projecto que queríamos apresentar.
Fechamos assim a cadeira de Oficina de Dança II, com êxito do meu ponto de vista.
Retiramos, das variadas experiências, lições por tudo o que passamos nas aulas e na produção do trabalho final.
Improvisação ao Metro
31 de Março
Desta vez, e por último, a nossa paragem foi no Metro do Aeroporto. Um sitio simples mas repleto de caricaturas de figuras conhecidas pintadas nos azulejos da parede. Desde a interacção com as pessoas apressadas que passavam, à interacção entre os elementos da turma, passando ainda pela interpretação das caricaturas.
Algumas pessoas que passavam reagiam muito bem e ainda brincavam connosco, outras nem tanto. Acabamos por interagir mais uns com os outros até porque o segurança do Metro nos colocou essa limitação, tendo em conta que não podíamos atrapalhar a passagem das pessoas.
Houve um momento em que, próximos uns dos outros, decidimos fechar os olhos. Sem noção visual do que nos rodeava tentamos aproximarmo-nos e interagir sempre sem ter acesso ao estímulo visual a que tanto nos habituamos.
Foi um fechar de um ciclo e de um conjunto de momentos bem passados em turma e em sítios menos familiares. Aprendemos muito com a improvisação, com a relação com o espaço, com as próprias pessoas que se encontravam no espaço.
Diverti-me imenso nestas aulas e foram raros os momentos que me provocaram desconforto. Uma experiência muito agradável e que me fez crescer como coreógrafa e bailarina.
Objectos com significado
28 de Março
Objectos. Foi o tema da nossa aula dada de novo pela professora Teresa Simas.
Tivemos de escolher objectos que nos dissessem algo e utiliza-los para criar uma sequência que transmitisse, de forma mais ou menos abstracta, o que nos transmitiam.
Eu, escolhi o telefone. Porque? Porque é o meu meio de comunicação, é o meio de estar próxima das pessoas que estão longe.
Na minha sequência tentei transmitir essa proximidade que sinto das pessoas mesmo quando estas não estão presentes. Senti-me mais confortável nesta actividade pois o objecto era meu e de certa forma tinha um estímulo com que eu me identificava.
No final fizemos uma revisão de tudo que trabalhamos nas aulas de contacto de improvisação com a professora Teresa Simas. Ocupar o palco todo, utilizar maneiras de deslocamento e, quando encontrássemos o nosso par da sequência que trabalhamos numa aula anterior fazíamos a sequência.
Recordando o que foi trabalhado foi uma boa maneira de sentir que progredimos, muito ou pouco mas progredimos. Não fiquei de todo familiarizada com o contacto de improvisação mas nesta última aula já me senti mais confortável que nas anteriores. Já sabia mais o que fazer e como reagir às tarefas.
Contacto de Improvisação
21 de Março
Contacto de Improvisação : "é uma técnica de movimento criada na década de
1970 por um grupo de coreógrafos e bailarinos norte-americanos, ligados à dança
moderna, linguagem ainda emergente na época. A técnica consiste num trabalho
em dupla, ou em grupo, em que o peso e contra-peso são os elementos chaves para
o movimento acontecer, de forma improvisada, mas consciente, na relação entre
corpos. O contacto-improvisação trabalha a queda e a sustentação física, de
forma consciente, trazendo para o corpo um conhecimento próprio sobre
seus limites. Além disso trabalha a relação com o outro, uma vez
que funciona como um jogo silencioso (físico) de pergunta e
resposta."
Eu pelo menos nunca me consegui entregar ao contacto de
improvisação. Não me conseguia sentir bem, confortável comigo mesma.
Simples de perceber? Difícil de executar? Verdade.
Eu pelo menos nunca me consegui entregar ao contacto de
improvisação. Não me conseguia sentir bem, confortável comigo mesma.
Nesta aula demos as boas vindas à professora convidada
Teresa Simas (na imagem). Era a primeira de 3 aulas
que teríamos com ela sobre a mesma temática.
Conhecemos os princípios básicos dessa temática.
Aprender a ocupar o palco sem o ocupar literalmente, usando
as direcções dos movimentos. Trabalhamos orientações, movimentos
circulares, mais rectos, dinâmicas, entre outros.
Criámos, individualmente, 5 movimentos (A,B,C,D,E). Tivemos
de reproduzir a sequencia trocando a ordem dos mesmos. De seguida e a pares
tivemos de juntar ambas as sequências de forma uniforme estando
livres para alterar dinâmicas, direcções, etc.
Simples de perceber? Difícil de executar? Verdade.
Para mim foi mais fácil, pelo menos a parte
das sequências contudo, não me foi confortável a primeira parte da
aula. O contacto de improvisação continuava a causar me algum incómodo e
desconforto.
O que influencia o movimento?
18 de Março
O que influencia o movimento?
Obstáculos? Estímulos? Pessoas?
Nesta aula trabalhamos o movimento imaginando obstáculos no nosso caminho. Tínhamos de fingir que contornávamos objectos, saltando, passando por baixo... Objetos grandes...pequenos...altos...baixos...
Interagindo com as pessoas que nos rodeavam, uma segunda parte do exercício era simplesmente abraçar alguém.
Abraçar. Abraçar com força. Abraçar com a máxima proximidade. Abraçar superficialmente. Abraçar.
O contacto que mantemos com as pessoas que nos são próximas às vezes passa despercebido. A pares e deitados sobre o nosso colega éramos obrigados a sentir as partes do corpo em contacto. O mais ínfimo milímetro do corpo à parte de maior contacto. Transferir o peso de um lado para o outro do corpo. Provocar o equilíbrio sobre o corpo do colega reduzindo as zonas de contacto.
No final e brincando com a tecnologia, através de um programa - Isadora, realizamos movimentos que eram transmitidos no computador com os efeitos que eram seleccionados por nós.
Aqui fica o link para poderem espreitar as maravilhas do software - Isadora Software Test .
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