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terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Perspectivas - CCB

24 de Fevereiro de 2014


Hoje o local da aula foi o Centro Cultural de Belém!
O primeiro desafio foi ter subir uma rampa utilizando as formas, a própria arquitectura do local, dinâmicas, tudo o que nos viesse à cabeça e que não fosse o "andar" normal. 
Comecei por andar em linhas rectas devido ao piso ter essas mesmas linhas, usando bastante a parede, dinâmicas lentas e rápidas, saltos, e equilíbrios. 
Quando terminámos a tarefa seguimos para uma estrutura metálica que existe no CCB. Dentro dessa estrutura foi nos proposto um jogo. Em roda, esse jogo consistia em movimento, uma pessoa começava com um movimento mais óbvio, (imaginando que tinha uma bola na mão por exemplo) e passava essa bola, neste caso, a um colega que pegava no movimento óbvio e podia começar a transforma-lo para outro objecto qualquer, e assim sucessivamente. No final os movimentos já eram bastante mais abstractos. Quando quiséssemos sair do jogo poderíamos fazê-lo - depois de passar uma vez pela experiência do mesmo - e interagir com o meio que nos rodeava. Utilizamos a estrutura metálica, o jardim, as árvores. Aproveitamos igualmente a interacção com as poucas pessoas que lá estavam. Utilizamos imenso a imitação para esses casos. 
No início estava um pouco apreensiva pois tinha receio de não me sentir à vontade para fazer as coisas mais "loucas" em pleno sitio público mas no entanto adorei a experiência. Senti-me bem a fazer as coisas, também porque não era a única, consegui soltar me mais do que estava à espera ainda assim sei que poderia ter me libertado mais. No entanto, com a experiência, eu sei que hei-de melhorar e hei-de ganhar o à vontade. 

Sequência Improvisada

21 de Fevereiro de 2014

Começamos com um aquecimento simples e dinâmico utilizando diferentes níveis,velocidades, entre outros estímulos. 
Tivemos de simular situações do dia-a-dia que nos provocam desequilíbrios (o andar de comboio, o vento que nos empurra, as forças que nos atraem). Tínhamos de andar em desequilibro, à nossa escolha. 
A tarefa que a professora nos propôs foi a criação de uma pequena situação em que estivesse presente uma maneira de deslocamento, volta, desequilibro e recuperação do mesmo desequilibro. Tivemos algum tempo para escolher esses mesmos elementos, treina-los e memoriza-los de modo a estarmos capazes de apresentar à turma. 
Para isso, a professora juntou-nos em grupos de 3. Cada grupo, à vez, apresentava - todos ao mesmo tempo- as suas sequências. De seguida era nos dado um constrangimento (sem que os colegas que estavam a observar ouvissem) para reproduzirmos a nossa sequência de novo mas desta vez com esse constrangimento implementado. Um dos grupos tinha o constrangimento de estar a subir uma montanha, outro estava numa floresta, o ultimo grupo estava com paredes à volta. No primeiro grupo da montanha, conseguimos perceber a tensão que havia na segunda versão da sequência que representava o cansaço e o esforço de subir a montanha. No segundo grupo, o da floresta, percebia se a hesitação em alguns movimentos, a tentativa de ser discreto e passar despercebido. E por fim o meu grupo, o do constrangimento das paredes, tentámos todas diminuir a amplitude do movimento de maneira a transmitir que o espaço que tínhamos estava reduzido. 
No geral todos os elementos dos grupos conseguiram transmitir a ideia correta embora alguns de forma mais abstracta mas perceptível. Depois de sabermos o constrangimento de cada grupo conseguíamos ver esse mesmo constrangimento na sequência dos colegas.
Na maioria dos grupos achámos que a parte do constrangimento tornava as sequências e os próprios movimentos mais interessantes, mais genuínos e mais intensos. E acima de tudo víamos as diferentes interpretações de elementos com o mesmo constrangimento.

Conversas Movimentadas

18 de Fevereiro de 2014

Andámos pela sala frisando a noção de longe e próximo. Começávamos por andar longe uns dos outros, o mais afastados possíveis, e depois o contrário, o mais junto possíveis sem haver contacto entre os intervenientes.
Posteriormente passamos para um exercício de "conversa". A pares, cada elemento escolhia apenas uma palavra aleatória. O objectivo era fazer uma conversa entre o par utilizando apenas as duas palavras (o elemento só podia utilizar a palavra que tinha escolhido). Não se podia dizer mais nada. Tudo o que fosse sentimento ou intenção teríamos de mostrar com diferentes maneiras de pronunciar a mesma palavra, movimento corporal, volume com que dizíamos a nossa palavra entre outras. 
A segunda parte do exercício era manter a "intenção" da conversa (fosse apenas uma "conversa de café", uma discussão, uma troca de ideias, etc) mas sem som, utilizando apenas o movimento. Desta forma, toda a intenção teria de ser transmitida através do corpo. 
No final todos os pares mostraram a sua "conversa" e discutimos as intenções que nos transmitiram e a que o par realmente queria demonstrar. Foi um exercício bastante engraçado a meu ver porque utilizando apenas uma palavra no nosso discurso torna-se mais abstracto e chama mais a utilização do movimento corporal para reforçar a intenção que queremos passar. 


Consciencialização do Corpo

17 de Fevereiro de 2014

Andar. Algo tão simples e tão complexo em coordenação ao mesmo tempo. Algo único de pessoa para pessoa por muito igual que pareça. Todos nós temos um andar diferente, um jeito, uma mania qualquer que fazemos ao andar.
Começamos a aula por andar livremente pelo estúdio. Inicialmente sozinhos, ao nosso ritmo e sem nenhum constrangimento. Utilizamos diversas velocidades e tínhamos de ouvir os passos dos colegas para nos sintonizarmos com eles. O som dos passos teria de ser único, e todos teríamos de andar à mesma velocidade para que isso acontecesse. A velocidade não mudava porque alguém começava a andar com outra velocidade e aos poucos o grupo apercebia se e mudava a própria dinâmica de modo a voltarmos a estar em sintonia. 
Tivemos ainda uma tarefa de nos juntar a pares e aí sim complicou. Agora não podíamos pensar só na nossa maneira de andar mas sim numa maneira de andar em sintonia com o nosso par. Brincamos com diferentes maneiras de andar (elevar a perna ou o joelho exageradamente, marchar, sem flectir os joelhos, movimentando exageradamente a anca, etc) mas tínhamos de estar sempre iguais ao nosso par. 
Voltando a andar sozinhos, cada vez que nos cruzássemos com alguém teríamos de abraçar a pessoa. Sentir as partes do corpo que estavam em contacto. 
Por mim repetimos o exercício da aula anterior, o "triângulo de improvisação". Aqui senti mais dificuldade porque mesmo já sabendo em que é que consistia o exercício estava bloqueada e senti dificuldade em não repetir os mesmos movimentos que já tinha feito na outra aula. 

Improvisão & Imitação

14 de Fevereiro de 2014

Como muita gente faltou a professora decidiu repetir o exercício da aula passada mas de forma mais misteriosa. 
Quando chegamos, quem tinha estado presente na aula anterior entrou dentro do estúdio e, quem tinha faltado ficou no lado de fora. Entrava uma pessoa de cada vez. Estando cá fora não sabíamos, nem conseguíamos ver nada do que se passava lá dentro e, as nossas colegas foram fantásticas em guardar segredo. Só ouvíamos músicas de diferentes estilos a tocar, o barulho dos passos das colegas que estavam dentro do estúdio e pouco mais. Não associamos a nada particular devido à diversidade das músicas, no entanto, desconfiávamos que se tratava de algo bastante abstracto. Imaginávamos as colegas a correr dentro do estúdio ou a andar lentamente - consoante as músicas que íamos ouvindo. 
Quando foi a minha vez de entrar deparei me com as minhas colegas junto à porta, paradas. Estranhei e estava à espera que algo começasse a acontecer. Nada. Olhei para um lado, olhei para o outro e, reparei que as minhas colegas faziam o mesmo movimento que eu. Ao início achei que elas também estavam à espera de algo tal e qual como eu mas depressa percebi que não se tratava disso... Tratava-se sim de imitação! As minhas colegas tinham a tarefa de me imitar. Ao aperceber-me disto foi bastante constrangedor porque ser o centro das atenções é sempre embaraçoso para mim sobretudo quando se tratava de improvisação. Depressa alinhei e confiei nos meus movimentos e mantive-me minha zona de conforto. 
E assim se sucedeu aquando da entradas das restantes colegas.
Sem dúvida que sermos nós a conduzir é bem mais difícil sobretudo quando se trata de improvisação  pura porque, não temos nada preparado e neste caso nem estávamos à espera. Quando somos nós a imitar, a parte engraçada é quando a colega entrava e ficava à espera de algo (aconteceu com todas) no entanto, quando reparavam que se tratava de imitação depressa arranjavam movimentos para fazer. Num geral foi visível que ficamos todas pelas nossas zonas de conforto, acho que seria bastante previsível.
Para dar continuidade ao tema da imitação juntamo-nos em formação de triângulo e o vértice começava o movimento seguindo a mesma ordem do exercício anterior. Movimentando-se enquanto os colegas tentavam reproduzir o movimento. O "líder" mudava quando a pessoa que estava a liderar fixava o olhar de outra. Essa nova pessoa tornar-se-ia o "líder" e fazia os seus movimentos para serem imitados pelos colegas. Os movimentos de chão é que eram os mais complicados porque a visibilidade era menor. Algumas vezes olhei para o espelho e quando eram movimentos mais repetidos o grupo estava em grande sintonia e, simples movimentos, tornavam-se bastante fortes por estarem a ser feitos ao mesmo tempo e em grupo.

1º Dia - Segundo Semestre

Hoje, 10 de Fevereiro de 2014 regresso às aulas. É o começo do segundo semestre e, para começar bem, iniciamos o dia com Oficina de Dança II logo pela manhã.
São 9h30, juntamo-nos no Estúdio A e falamos sobre a cadeira. Parece bastante diferente da oficina que tivemos no primeiro semestre, e chama-me à atenção. Parece estar bastante relacionada com improvisação que, confesso não ser o meu forte (consoante os dias). O que me chama mais à atenção é o facto de irmos ter diversas aulas fora do estúdio. Termos contacto com o mundo exterior muitas das vezes inspira-nos bastante mais do que estarmos fechados dentro de quatro paredes. 
Sítios públicos, muitos deles bastante familiares por passarmos lá quase ou mesmo diariamente, outros mais "discretos" mas ainda assim bastante interessantes em termos artísticos.