17 de Fevereiro de 2014
Andar. Algo tão simples e tão complexo em coordenação ao mesmo tempo. Algo único de pessoa para pessoa por muito igual que pareça. Todos nós temos um andar diferente, um jeito, uma mania qualquer que fazemos ao andar.
Começamos a aula por andar livremente pelo estúdio. Inicialmente sozinhos, ao nosso ritmo e sem nenhum constrangimento. Utilizamos diversas velocidades e tínhamos de ouvir os passos dos colegas para nos sintonizarmos com eles. O som dos passos teria de ser único, e todos teríamos de andar à mesma velocidade para que isso acontecesse. A velocidade não mudava porque alguém começava a andar com outra velocidade e aos poucos o grupo apercebia se e mudava a própria dinâmica de modo a voltarmos a estar em sintonia.
Tivemos ainda uma tarefa de nos juntar a pares e aí sim complicou. Agora não podíamos pensar só na nossa maneira de andar mas sim numa maneira de andar em sintonia com o nosso par. Brincamos com diferentes maneiras de andar (elevar a perna ou o joelho exageradamente, marchar, sem flectir os joelhos, movimentando exageradamente a anca, etc) mas tínhamos de estar sempre iguais ao nosso par.
Voltando a andar sozinhos, cada vez que nos cruzássemos com alguém teríamos de abraçar a pessoa. Sentir as partes do corpo que estavam em contacto.


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