terça-feira, 3 de junho de 2014
Trabalho Final - O caos
Esse sim foi o culminar das experiências passadas nas aulas de Oficina de Dança.
Acho que foi um trabalho bem conseguido em que conseguimos transmitir as ideias que tínhamos decidido originalmente e, no final, senti-me realizada com o produto que apresentamos.
Surgiram conflitos, mas tudo acabou por se resolver. As dificuldades que apresentamos no inicio ao escrever o guião foram desvanecendo e todo o projecto começou a ganhar a sua própria forma.
Foi crucial a filmagem de um dos ensaios pois só assim tivemos noção do que estava a ser passado ao público e foi muito importante para melhorar o projecto.
Acho que todos os elementos da turma tiveram um papel importante. Foi bom termos dividido as tarefas porque, acho que facilitou algum trabalho e evitou algumas discussões extra. As ideias sugeridas foram na maioria postas em prática e foram pertinentes ao projecto que queríamos apresentar.
Fechamos assim a cadeira de Oficina de Dança II, com êxito do meu ponto de vista.
Retiramos, das variadas experiências, lições por tudo o que passamos nas aulas e na produção do trabalho final.
Improvisação ao Metro
31 de Março
Desta vez, e por último, a nossa paragem foi no Metro do Aeroporto. Um sitio simples mas repleto de caricaturas de figuras conhecidas pintadas nos azulejos da parede. Desde a interacção com as pessoas apressadas que passavam, à interacção entre os elementos da turma, passando ainda pela interpretação das caricaturas.
Algumas pessoas que passavam reagiam muito bem e ainda brincavam connosco, outras nem tanto. Acabamos por interagir mais uns com os outros até porque o segurança do Metro nos colocou essa limitação, tendo em conta que não podíamos atrapalhar a passagem das pessoas.
Houve um momento em que, próximos uns dos outros, decidimos fechar os olhos. Sem noção visual do que nos rodeava tentamos aproximarmo-nos e interagir sempre sem ter acesso ao estímulo visual a que tanto nos habituamos.
Foi um fechar de um ciclo e de um conjunto de momentos bem passados em turma e em sítios menos familiares. Aprendemos muito com a improvisação, com a relação com o espaço, com as próprias pessoas que se encontravam no espaço.
Diverti-me imenso nestas aulas e foram raros os momentos que me provocaram desconforto. Uma experiência muito agradável e que me fez crescer como coreógrafa e bailarina.
Objectos com significado
28 de Março
Objectos. Foi o tema da nossa aula dada de novo pela professora Teresa Simas.
Tivemos de escolher objectos que nos dissessem algo e utiliza-los para criar uma sequência que transmitisse, de forma mais ou menos abstracta, o que nos transmitiam.
Eu, escolhi o telefone. Porque? Porque é o meu meio de comunicação, é o meio de estar próxima das pessoas que estão longe.
Na minha sequência tentei transmitir essa proximidade que sinto das pessoas mesmo quando estas não estão presentes. Senti-me mais confortável nesta actividade pois o objecto era meu e de certa forma tinha um estímulo com que eu me identificava.
No final fizemos uma revisão de tudo que trabalhamos nas aulas de contacto de improvisação com a professora Teresa Simas. Ocupar o palco todo, utilizar maneiras de deslocamento e, quando encontrássemos o nosso par da sequência que trabalhamos numa aula anterior fazíamos a sequência.
Recordando o que foi trabalhado foi uma boa maneira de sentir que progredimos, muito ou pouco mas progredimos. Não fiquei de todo familiarizada com o contacto de improvisação mas nesta última aula já me senti mais confortável que nas anteriores. Já sabia mais o que fazer e como reagir às tarefas.
Contacto de Improvisação
21 de Março
Contacto de Improvisação : "é uma técnica de movimento criada na década de
1970 por um grupo de coreógrafos e bailarinos norte-americanos, ligados à dança
moderna, linguagem ainda emergente na época. A técnica consiste num trabalho
em dupla, ou em grupo, em que o peso e contra-peso são os elementos chaves para
o movimento acontecer, de forma improvisada, mas consciente, na relação entre
corpos. O contacto-improvisação trabalha a queda e a sustentação física, de
forma consciente, trazendo para o corpo um conhecimento próprio sobre
seus limites. Além disso trabalha a relação com o outro, uma vez
que funciona como um jogo silencioso (físico) de pergunta e
resposta."
Eu pelo menos nunca me consegui entregar ao contacto de
improvisação. Não me conseguia sentir bem, confortável comigo mesma.
Simples de perceber? Difícil de executar? Verdade.
Eu pelo menos nunca me consegui entregar ao contacto de
improvisação. Não me conseguia sentir bem, confortável comigo mesma.
Nesta aula demos as boas vindas à professora convidada
Teresa Simas (na imagem). Era a primeira de 3 aulas
que teríamos com ela sobre a mesma temática.
Conhecemos os princípios básicos dessa temática.
Aprender a ocupar o palco sem o ocupar literalmente, usando
as direcções dos movimentos. Trabalhamos orientações, movimentos
circulares, mais rectos, dinâmicas, entre outros.
Criámos, individualmente, 5 movimentos (A,B,C,D,E). Tivemos
de reproduzir a sequencia trocando a ordem dos mesmos. De seguida e a pares
tivemos de juntar ambas as sequências de forma uniforme estando
livres para alterar dinâmicas, direcções, etc.
Simples de perceber? Difícil de executar? Verdade.
Para mim foi mais fácil, pelo menos a parte
das sequências contudo, não me foi confortável a primeira parte da
aula. O contacto de improvisação continuava a causar me algum incómodo e
desconforto.
O que influencia o movimento?
18 de Março
O que influencia o movimento?
Obstáculos? Estímulos? Pessoas?
Nesta aula trabalhamos o movimento imaginando obstáculos no nosso caminho. Tínhamos de fingir que contornávamos objectos, saltando, passando por baixo... Objetos grandes...pequenos...altos...baixos...
Interagindo com as pessoas que nos rodeavam, uma segunda parte do exercício era simplesmente abraçar alguém.
Abraçar. Abraçar com força. Abraçar com a máxima proximidade. Abraçar superficialmente. Abraçar.
O contacto que mantemos com as pessoas que nos são próximas às vezes passa despercebido. A pares e deitados sobre o nosso colega éramos obrigados a sentir as partes do corpo em contacto. O mais ínfimo milímetro do corpo à parte de maior contacto. Transferir o peso de um lado para o outro do corpo. Provocar o equilíbrio sobre o corpo do colega reduzindo as zonas de contacto.
No final e brincando com a tecnologia, através de um programa - Isadora, realizamos movimentos que eram transmitidos no computador com os efeitos que eram seleccionados por nós.
Aqui fica o link para poderem espreitar as maravilhas do software - Isadora Software Test .
sexta-feira, 11 de abril de 2014
Maresia
17 de Março
Começou o bom tempo. O sol a brilhar pela manhã, o calor que ainda não é forte mas já dá para deixar os casacos em casa...
Desta vez o cenário foi a "nossa" Cruz Quebrada.
As paredes cheias de cor, os sons do mar, do comboio...
A intenção de contrariarmos todo o movimento...e nos mexermos quase imperceptivelmente... Encostados a parede começámos a tarefa. Sentir todas as partes do corpo que estariam em contacto com ela.
A parte que foi, na minha opinião, mais interessante foi mesmo na praia. Inicialmente e a pares, tinhamos de fazer sons para que o nosso par nos respondesse com movimento. Depois, fomos livres de explorar e realizar tarefas que já teriamos feito noutras aulas anteriores (a repetição, imitação, interação). Gritar junto ao mar, sentir a areia molhada nos pés, aquela maresia que nos dava tranquilidade. Contrariamente, a sirene de alerta do comboio e a própria passagem do mesmo pela ponte transmitia inquietação.
Tacto - Sentido
10 de Março
Tacto - Sentido que permite perceber a forma, extensão, consistência, aspereza, peso e temperatura de algo por meio do contacto com a pele.
Algures por Lisboa, mais precisamente o Chiado. Sitio habitualmente frequentado por muitos, e desconhecidos por outros. 9h30 da manhã, hora de ponta à saída do metro. Turistas apreciando a vista, Lisboetas apressados para os respectivos empregos, pessoas apenas passeando pela manhã. Sitio ideal para improvisar e interagir com o meio.
Para intensificar o sentido do tacto, desligamos o sentido da visão para que possamos "ver com as mãos".
Para intensificar o sentido do tacto, desligamos o sentido da visão para que possamos "ver com as mãos".
Iniciamos com uma tarefa para "entrarmos" no espirito. Todos em roda, de olhos fechados e com as palmas das mãos unidas, e influenciando o movimento no colega com a pressão que faziamos na palma da sua mão.
Sem voz, sem ver, só sentir.
Quando nos sentíssemos preparados podíamos abandonar essa tarefa passando para a interacção com o público.Imitar gestos, os andares apressados das pessoas, o mexer na mala ou o falar ao telemóvel.
Utilizamos os corpos dos colegas como se tratassem de estátuas, moldando-as.
Muitas pessoas que passavam paravam para ver ou até mesmo fotografar o que se estava a suceder.
Estar no meio de tanta gente faz com que, de certa forma, nos sintamos mais à vontade para estas tarefas porque no meio de tanta gente que passava quase não "sobressaíamos" e então não nos sentiamos tanto o centro das atenções.
Achei que neste dia as interacções, como a maioria foi a pares ou em grupo, tornou-se mas agradável porque mesmo quando estávamos bloqueados em ideias os colegas conseguiam transmitir alguma coisa que, nos fazia seguir o seu movimento naturalmente.
domingo, 6 de abril de 2014
Rotinas
28 de Fevereiro de 2014
Rotina - repetição monótona das mesmas coisas; apego ao uso geral, sem interesse pelo progresso.
É assim que vivemos a vida, mesmo sem dar por isso. Criamos rotinas, habituamo-nos a elas e uma vez alterados sentimo-nos estranhos, vazios. Por muito que as vidas sejam idênticas todas as rotinas são únicas.
A aula teve inicio com um curto exercício de chão para nos acalmar e preparar para a aula. Para termos um pequenino tempo de reflexão sobre nós.
De seguida tivemos de retratar a nossa rotina através do movimento. Todos nós andamos na mesma faculdade e somos da mesma turma, mas neste exercício a realidade das rotinas ganhou vida e conseguimos ver que para irmos todos ter à faculdade cada um tem a sua maneira de fazer, cada um leva o seu tempo, etc..
Idealizamos, e decorámos uma pequena sequência de rotina de um dia (não precisava de ser completa). Posteriormente juntamo-nos a pares. O objectivo era reunir ambas as rotinas e transforma-la numa só através do movimento.
Simples.
De seguida a professora colocou nos um constrangimento. Alterou a posição de apresentação de uma de nós. Em que essa mesma pessoa teve de adaptar todos os movimentos de acordo com o constrangimento proposto. Aqui sim a tarefa complicou. Muitos dos movimentos feitos anteriormente eram feitos com tempos não estipulados em que víamos onde a colega já ia e adaptávamos. Alterando a posição de um dos elementos a visibilidade do movimento não era igual. Tinhamo-nos de guiar de outra forma. Ainda assim sendo uma sequência pequena acho que a tarefa foi bem conseguida.
Ás vezes só temos noção da rotina que levamos quando nos deparamos com estas actividades em que temos de retratar tudo o que fazemos, e apercebemo-nos da monotonia dos nossos dias.
Manhã Motricitária
25 de Fevereiro de 2014
Hoje foi dia de interacção na nossa própria faculdade e com os nossos colegas e docentes motricitários.
Começamos pelos corredores de anatomia, interagindo com o meio até chegar a uma porta de uma sala que se encontrava aberta. Procuramos encontrar diversas formas de deslocação perante a porta da sala. O professor, apercebendo-se do que se estava a suceder veio cumprimentar-nos à porta, rindo-se.
O professor de anatomia que passava no corredor foi a nossa seguinte "vítima" e a nossa "boleia" para sairmos do sitio onde nos encontrávamos e irmos para outro. Seguimos os passos do professor imitando os seus movimentos, os seus risos, e depressa nos metemos noutro local, o bar.
No bar sim havia uma enchente de pessoas, a maioria dos nossos colegas estavam em intervalo e o bar estava cheio. Acho que na aula toda este foi o nosso maior desafio, pelo menos na minha opinião.
Muitos deles aderiam ao que fazíamos porque sabiam que se estava a tratar de algo concreto da nossa aula e não de uma mera loucura no intervalo. Utilizando a mímica, fingíamos carregar uma bola e passávamos a bola aos colegas que depressa davam asas ao seu lado mais criativo e transformavam a bola noutro objecto. Por outro lado, enquanto alguns alinhavam imenso e nos ajudavam bastante na tarefa, outros tentavam se armar perante os colegas, atrapalhando-nos e, no meu caso até, magoando com as brincadeiras.
No entanto, e tirando essa parte menos positiva, eu gostei imenso da experiência
. Muitas das pessoas que conhecia vieram ter comigo e com as colegas para se meterem connosco mas no bom sentido, e ajudaram imenso na nossa libertação e no nosso à vontade. Não me senti de todo constrangida com o que estávamos a fazer e até me diverti.
Começamos pelos corredores de anatomia, interagindo com o meio até chegar a uma porta de uma sala que se encontrava aberta. Procuramos encontrar diversas formas de deslocação perante a porta da sala. O professor, apercebendo-se do que se estava a suceder veio cumprimentar-nos à porta, rindo-se.O professor de anatomia que passava no corredor foi a nossa seguinte "vítima" e a nossa "boleia" para sairmos do sitio onde nos encontrávamos e irmos para outro. Seguimos os passos do professor imitando os seus movimentos, os seus risos, e depressa nos metemos noutro local, o bar.
No bar sim havia uma enchente de pessoas, a maioria dos nossos colegas estavam em intervalo e o bar estava cheio. Acho que na aula toda este foi o nosso maior desafio, pelo menos na minha opinião.
Muitos deles aderiam ao que fazíamos porque sabiam que se estava a tratar de algo concreto da nossa aula e não de uma mera loucura no intervalo. Utilizando a mímica, fingíamos carregar uma bola e passávamos a bola aos colegas que depressa davam asas ao seu lado mais criativo e transformavam a bola noutro objecto. Por outro lado, enquanto alguns alinhavam imenso e nos ajudavam bastante na tarefa, outros tentavam se armar perante os colegas, atrapalhando-nos e, no meu caso até, magoando com as brincadeiras.
No entanto, e tirando essa parte menos positiva, eu gostei imenso da experiência
. Muitas das pessoas que conhecia vieram ter comigo e com as colegas para se meterem connosco mas no bom sentido, e ajudaram imenso na nossa libertação e no nosso à vontade. Não me senti de todo constrangida com o que estávamos a fazer e até me diverti.
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Perspectivas - CCB
Hoje o local da aula foi o Centro Cultural de Belém!
O primeiro desafio foi ter subir uma rampa utilizando as formas, a própria arquitectura do local, dinâmicas, tudo o que nos viesse à cabeça e que não fosse o "andar" normal.
Comecei por andar em linhas rectas devido ao piso ter essas mesmas linhas, usando bastante a parede, dinâmicas lentas e rápidas, saltos, e equilíbrios.

Quando terminámos a tarefa seguimos para uma estrutura metálica que existe no CCB. Dentro dessa estrutura foi nos proposto um jogo. Em roda, esse jogo consistia em movimento, uma pessoa começava com um movimento mais óbvio, (imaginando que tinha uma bola na mão por exemplo) e passava essa bola, neste caso, a um colega que pegava no movimento óbvio e podia começar a transforma-lo para outro objecto qualquer, e assim sucessivamente. No final os movimentos já eram bastante mais abstractos. Quando quiséssemos sair do jogo poderíamos fazê-lo - depois de passar uma vez pela experiência do mesmo - e interagir com o meio que nos rodeava. Utilizamos a estrutura metálica, o jardim, as árvores. Aproveitamos igualmente a interacção com as poucas pessoas que lá estavam. Utilizamos imenso a imitação para esses casos.
No início estava um pouco apreensiva pois tinha receio de não me sentir à vontade para fazer as coisas mais "loucas" em pleno sitio público mas no entanto adorei a experiência. Senti-me bem a fazer as coisas, também porque não era a única, consegui soltar me mais do que estava à espera ainda assim sei que poderia ter me libertado mais. No entanto, com a experiência, eu sei que hei-de melhorar e hei-de ganhar o à vontade.
Sequência Improvisada
21 de Fevereiro de 2014
Começamos com um aquecimento simples e dinâmico utilizando diferentes níveis,velocidades, entre outros estímulos.
Tivemos de simular situações do dia-a-dia que nos provocam desequilíbrios (o andar de comboio, o vento que nos empurra, as forças que nos atraem). Tínhamos de andar em desequilibro, à nossa escolha.
A tarefa que a professora nos propôs foi a criação de uma pequena situação em que estivesse presente uma maneira de deslocamento, volta, desequilibro e recuperação do mesmo desequilibro. Tivemos algum tempo para escolher esses mesmos elementos, treina-los e memoriza-los de modo a estarmos capazes de apresentar à turma.
Para isso, a professora juntou-nos em grupos de 3. Cada grupo, à vez, apresentava - todos ao mesmo tempo- as suas sequências. De seguida era nos dado um constrangimento (sem que os colegas que estavam a observar ouvissem) para reproduzirmos a nossa sequência de novo mas desta vez com esse constrangimento implementado. Um dos grupos tinha o constrangimento de estar a subir uma montanha, outro estava numa floresta, o ultimo grupo estava com paredes à volta. No primeiro grupo da montanha, conseguimos perceber a tensão que havia na segunda versão da sequência que representava o cansaço e o esforço de subir a montanha. No segundo grupo, o da floresta, percebia se a hesitação em alguns movimentos, a tentativa de ser discreto e passar despercebido. E por fim o meu grupo, o do constrangimento das paredes, tentámos todas diminuir a amplitude do movimento de maneira a transmitir que o espaço que tínhamos estava reduzido.
No geral todos os elementos dos grupos conseguiram transmitir a ideia correta embora alguns de forma mais abstracta mas perceptível. Depois de sabermos o constrangimento de cada grupo conseguíamos ver esse mesmo constrangimento na sequência dos colegas.
Na maioria dos grupos achámos que a parte do constrangimento tornava as sequências e os próprios movimentos mais interessantes, mais genuínos e mais intensos. E acima de tudo víamos as diferentes interpretações de elementos com o mesmo constrangimento.

Conversas Movimentadas
18 de Fevereiro de 2014
Andámos pela sala frisando a noção de longe e próximo. Começávamos por andar longe uns dos outros, o mais afastados possíveis, e depois o contrário, o mais junto possíveis sem haver contacto entre os intervenientes.
Posteriormente passamos para um exercício de "conversa". A pares, cada elemento escolhia apenas uma palavra aleatória. O objectivo era fazer uma conversa entre o par utilizando apenas as duas palavras (o elemento só podia utilizar a palavra que tinha escolhido). Não se podia dizer mais nada. Tudo o que fosse sentimento ou intenção teríamos de mostrar com diferentes maneiras de pronunciar a mesma palavra, movimento corporal, volume com que dizíamos a nossa palavra entre outras.
A segunda parte do exercício era manter a "intenção" da conversa (fosse apenas uma "conversa de café", uma discussão, uma troca de ideias, etc) mas sem som, utilizando apenas o movimento. Desta forma, toda a intenção teria de ser transmitida através do corpo.
No final todos os pares mostraram a sua "conversa" e discutimos as intenções que nos transmitiram e a que o par realmente queria demonstrar. Foi um exercício bastante engraçado a meu ver porque utilizando apenas uma palavra no nosso discurso torna-se mais abstracto e chama mais a utilização do movimento corporal para reforçar a intenção que queremos passar.
Consciencialização do Corpo
17 de Fevereiro de 2014
Andar. Algo tão simples e tão complexo em coordenação ao mesmo tempo. Algo único de pessoa para pessoa por muito igual que pareça. Todos nós temos um andar diferente, um jeito, uma mania qualquer que fazemos ao andar.
Começamos a aula por andar livremente pelo estúdio. Inicialmente sozinhos, ao nosso ritmo e sem nenhum constrangimento. Utilizamos diversas velocidades e tínhamos de ouvir os passos dos colegas para nos sintonizarmos com eles. O som dos passos teria de ser único, e todos teríamos de andar à mesma velocidade para que isso acontecesse. A velocidade não mudava porque alguém começava a andar com outra velocidade e aos poucos o grupo apercebia se e mudava a própria dinâmica de modo a voltarmos a estar em sintonia.
Tivemos ainda uma tarefa de nos juntar a pares e aí sim complicou. Agora não podíamos pensar só na nossa maneira de andar mas sim numa maneira de andar em sintonia com o nosso par. Brincamos com diferentes maneiras de andar (elevar a perna ou o joelho exageradamente, marchar, sem flectir os joelhos, movimentando exageradamente a anca, etc) mas tínhamos de estar sempre iguais ao nosso par.
Voltando a andar sozinhos, cada vez que nos cruzássemos com alguém teríamos de abraçar a pessoa. Sentir as partes do corpo que estavam em contacto.
Improvisão & Imitação
14 de Fevereiro de 2014
Como muita gente faltou a professora decidiu repetir o exercício da aula passada mas de forma mais misteriosa.
Quando chegamos, quem tinha estado presente na aula anterior entrou dentro do estúdio e, quem tinha faltado ficou no lado de fora. Entrava uma pessoa de cada vez. Estando cá fora não sabíamos, nem conseguíamos ver nada do que se passava lá dentro e, as nossas colegas foram fantásticas em guardar segredo. Só ouvíamos músicas de diferentes estilos a tocar, o barulho dos passos das colegas que estavam dentro do estúdio e pouco mais. Não associamos a nada particular devido à diversidade das músicas, no entanto, desconfiávamos que se tratava de algo bastante abstracto. Imaginávamos as colegas a correr dentro do estúdio ou a andar lentamente - consoante as músicas que íamos ouvindo.
Quando foi a minha vez de entrar deparei me com as minhas colegas junto à porta, paradas. Estranhei e estava à espera que algo começasse a acontecer. Nada. Olhei para um lado, olhei para o outro e, reparei que as minhas colegas faziam o mesmo movimento que eu. Ao início achei que elas também estavam à espera de algo tal e qual como eu mas depressa percebi que não se tratava disso... Tratava-se sim de imitação! As minhas colegas tinham a tarefa de me imitar. Ao aperceber-me disto foi bastante constrangedor porque ser o centro das atenções é sempre embaraçoso para mim sobretudo quando se tratava de improvisação. Depressa alinhei e confiei nos meus movimentos e mantive-me minha zona de conforto.
E assim se sucedeu aquando da entradas das restantes colegas.
Sem dúvida que sermos nós a conduzir é bem mais difícil sobretudo quando se trata de improvisação pura porque, não temos nada preparado e neste caso nem estávamos à espera. Quando somos nós a imitar, a parte engraçada é quando a colega entrava e ficava à espera de algo (aconteceu com todas) no entanto, quando reparavam que se tratava de imitação depressa arranjavam movimentos para fazer. Num geral foi visível que ficamos todas pelas nossas zonas de conforto, acho que seria bastante previsível.
Para dar continuidade ao tema da imitação juntamo-nos em formação de triângulo e o vértice começava o movimento seguindo a mesma ordem do exercício anterior. Movimentando-se enquanto os colegas tentavam reproduzir o movimento. O "líder" mudava quando a pessoa que estava a liderar fixava o olhar de outra. Essa nova pessoa tornar-se-ia o "líder" e fazia os seus movimentos para serem imitados pelos colegas. Os movimentos de chão é que eram os mais complicados porque a visibilidade era menor. Algumas vezes olhei para o espelho e quando eram movimentos mais repetidos o grupo estava em grande sintonia e, simples movimentos, tornavam-se bastante fortes por estarem a ser feitos ao mesmo tempo e em grupo.
Para dar continuidade ao tema da imitação juntamo-nos em formação de triângulo e o vértice começava o movimento seguindo a mesma ordem do exercício anterior. Movimentando-se enquanto os colegas tentavam reproduzir o movimento. O "líder" mudava quando a pessoa que estava a liderar fixava o olhar de outra. Essa nova pessoa tornar-se-ia o "líder" e fazia os seus movimentos para serem imitados pelos colegas. Os movimentos de chão é que eram os mais complicados porque a visibilidade era menor. Algumas vezes olhei para o espelho e quando eram movimentos mais repetidos o grupo estava em grande sintonia e, simples movimentos, tornavam-se bastante fortes por estarem a ser feitos ao mesmo tempo e em grupo.
1º Dia - Segundo Semestre
Hoje, 10 de Fevereiro de 2014 regresso às aulas. É o começo do segundo semestre e, para começar bem, iniciamos o dia com Oficina de Dança II logo pela manhã.
São 9h30, juntamo-nos no Estúdio A e falamos sobre a cadeira. Parece bastante diferente da oficina que tivemos no primeiro semestre, e chama-me à atenção. Parece estar bastante relacionada com improvisação que, confesso não ser o meu forte (consoante os dias). O que me chama mais à atenção é o facto de irmos ter diversas aulas fora do estúdio. Termos contacto com o mundo exterior muitas das vezes inspira-nos bastante mais do que estarmos fechados dentro de quatro paredes.
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