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sexta-feira, 11 de abril de 2014

Maresia

17 de Março 

Começou o bom tempo. O sol a brilhar pela manhã, o calor que ainda não é forte mas já dá para deixar os casacos em casa...
Desta vez o cenário foi a "nossa" Cruz Quebrada.
As paredes cheias de cor, os sons do mar, do comboio...
A intenção de contrariarmos todo o movimento...e nos mexermos quase imperceptivelmente... Encostados a parede começámos a tarefa. Sentir todas as partes do corpo que estariam em contacto com ela.
A parte que foi, na minha opinião, mais interessante foi mesmo na praia. Inicialmente e a pares, tinhamos de fazer sons para que o nosso par nos respondesse com movimento. Depois, fomos livres de explorar e realizar tarefas que já teriamos feito noutras aulas anteriores (a repetição, imitação, interação). Gritar junto ao mar, sentir a areia molhada nos pés, aquela maresia que nos dava tranquilidade. Contrariamente, a sirene de alerta do comboio e a própria passagem do mesmo pela ponte transmitia inquietação. 

Tacto - Sentido

10 de Março 

Tacto - Sentido que permite perceber a forma, extensão, consistência, aspereza, peso e temperatura de algo por meio do contacto com a pele. 
Algures por Lisboa, mais precisamente o Chiado. Sitio habitualmente frequentado por muitos, e desconhecidos por outros. 9h30 da manhã, hora de ponta à saída do metro. Turistas apreciando a vista, Lisboetas apressados para os respectivos empregos, pessoas apenas passeando pela manhã. Sitio ideal para improvisar e interagir com o meio.
Para intensificar o sentido do tacto, desligamos o sentido da visão para que possamos "ver com as mãos". 
Iniciamos com uma tarefa para "entrarmos" no espirito. Todos em roda, de olhos fechados e com as palmas das mãos unidas, e influenciando o movimento no colega com a pressão que faziamos na palma da sua mão.
Sem voz, sem ver, só sentir.
Quando nos sentíssemos preparados podíamos abandonar essa tarefa passando para a interacção com o público.
Imitar gestos, os andares apressados das pessoas, o mexer na mala ou o falar ao telemóvel.
Utilizamos os corpos dos colegas como se tratassem de estátuas, moldando-as.
Muitas pessoas que passavam paravam para ver ou até mesmo fotografar o que se estava a suceder.
Estar no meio de tanta gente faz com que, de certa forma, nos sintamos mais à vontade para estas tarefas porque no meio de tanta gente que passava quase não "sobressaíamos" e então não nos sentiamos tanto o centro das atenções.
Achei que neste dia as interacções, como a maioria foi a pares ou em grupo, tornou-se mas agradável porque mesmo quando estávamos bloqueados em ideias os colegas conseguiam transmitir alguma coisa que, nos fazia seguir o seu movimento naturalmente.



domingo, 6 de abril de 2014

Rotinas

28 de Fevereiro de 2014

Rotina - repetição monótona das mesmas coisas; apego ao uso geral, sem interesse pelo progresso.
É assim que vivemos a vida, mesmo sem dar por isso. Criamos rotinas, habituamo-nos a elas e uma vez alterados sentimo-nos estranhos, vazios. Por muito que as vidas sejam idênticas todas as rotinas são únicas.
A aula teve inicio com um curto exercício de chão para nos acalmar e preparar para a aula. Para termos um pequenino tempo de reflexão sobre nós. 
De seguida tivemos de retratar a nossa rotina através do movimento. Todos nós andamos na mesma faculdade e somos da mesma turma, mas neste exercício a realidade das rotinas ganhou vida e conseguimos ver que para irmos todos ter à faculdade cada um tem a sua maneira de fazer, cada um leva o seu tempo, etc..
Idealizamos, e decorámos uma pequena sequência de rotina de um dia (não precisava de ser completa). Posteriormente juntamo-nos a pares. O objectivo era reunir ambas as rotinas e transforma-la numa só através do movimento. 
Simples.
De seguida a professora colocou nos um constrangimento. Alterou a posição de apresentação de uma de nós. Em que essa mesma pessoa teve de adaptar todos os movimentos de acordo com o constrangimento proposto. Aqui sim a tarefa complicou. Muitos dos movimentos feitos anteriormente eram feitos com tempos não estipulados em que víamos onde a colega já ia e adaptávamos. Alterando a posição de um dos elementos a visibilidade do movimento não era igual. Tinhamo-nos de guiar de outra forma. Ainda assim sendo uma sequência pequena acho que a tarefa foi bem conseguida. 
Ás vezes só temos noção da rotina que levamos quando nos deparamos com estas actividades em que temos de retratar tudo o que fazemos, e apercebemo-nos da monotonia dos nossos dias. 

Manhã Motricitária

25 de Fevereiro de 2014


Hoje foi dia de interacção na nossa própria faculdade e com os nossos colegas e docentes motricitários.
Começamos pelos corredores de anatomia, interagindo com o meio até chegar a uma porta de uma sala que se encontrava aberta. Procuramos encontrar diversas formas de deslocação perante a porta da sala. O professor, apercebendo-se do que se estava a suceder veio cumprimentar-nos à porta, rindo-se.
O professor de anatomia que passava no corredor foi a nossa seguinte "vítima" e a nossa "boleia" para sairmos do sitio onde nos encontrávamos e irmos para outro. Seguimos os passos do professor imitando os seus movimentos, os seus risos, e depressa nos metemos noutro local, o bar.
No bar sim havia uma enchente de pessoas, a maioria dos nossos colegas estavam em intervalo e o bar estava cheio. Acho que na aula toda este foi o nosso maior desafio, pelo menos na minha opinião.
Muitos deles aderiam ao que fazíamos porque sabiam que se estava a tratar de algo concreto da nossa aula e não de uma mera loucura no intervalo. Utilizando a mímica, fingíamos carregar uma bola e passávamos a bola aos colegas que depressa davam asas ao seu lado mais criativo e transformavam a bola noutro objecto. Por outro lado, enquanto alguns alinhavam imenso e nos ajudavam bastante na tarefa, outros tentavam se armar perante os colegas, atrapalhando-nos e, no meu caso até, magoando com as brincadeiras.
No entanto, e tirando essa parte menos positiva, eu gostei imenso da experiência
. Muitas das pessoas que conhecia vieram ter comigo e com as colegas para se meterem connosco mas no bom sentido, e ajudaram imenso na nossa libertação e no nosso à vontade. Não me senti de todo constrangida com o que estávamos a fazer e até me diverti.